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Apraxia de Fala

Este texto tem o objetivo de ser um alerta para os familiares de um portador da Síndrome de Phelan-McDermid. Ele apresenta o conceito do que é apraxia e orienta os familiares na busca de diagnóstico e tratamento, feitos por um fonoaudiólogo. É muito frequente na Síndrome de Phelan-McDermid os portadores serem não-verbais, ou terem um vocabulário pequeno. Alguns falam palavras isoladas ou pequenas frases. Há também os que falam, mas, pela nossa observação dos casos conhecidos, são minoria.

Um dos possíveis diagnósticos relacionados à dificuldade na fala se chama apraxia de fala, embora exista quem defina tal comportamento como dispraxia de fala

 

Pois bem, o que é apraxia de fala?

É uma desordem neurológica que afeta o planejamento e a programação dos sons da fala onde a precisão e consistência dos movimentos de fala estão prejudicados. Há um comprometimento no planejamento e na execução motora da fala. Torna-se muito difícil planejar e executar no tempo certo os movimentos sequenciais e coarticulatórios da fala. Planejar os movimentos de língua, lábios, mandíbula, boca e demais estruturas envolvidas é um desafio e tanto. Com isto, indivíduos com apraxia de fala podem ser não verbais ou ter uma fala muito limitada. Podem ainda ter falhas articulatórias fazendo a substituição, omissão, inversão, repetição e distorção dos fonemas.

É importante observar que na apraxia de fala as capacidades de comunicação e de linguagem estão preservadas, o que permite então ao indivíduo interagir socialmente através de outros meios alternativos que não a fala. A apraxia não afeta essas áreas e não está relacionada às questões cognitivas. Assim, de maneira geral, a comunicação receptiva está preservada. Por isto, em muitos casos, os indivíduos se apropriam de diferentes meios de comunicação que podem ser: os gestos, as imagens, o uso de aplicativos nos smartphones e os tablets. Apráxicos podem ser capazes de se alfabetizar, ler e escrever, mesmo não falando. No entanto, é preciso identificar também métodos eficazes para superar a dificuldade de sequenciamento.

 

Existe terapia adequada para o tratamento da apraxia assim como para o tratamento da inabilidade de comunicação e da linguagem. O primeiro passo é fazer uma avaliação e diagnóstico corretos com um bom fonoaudiólogo para, na sequência, planejar a intervenção terapêutica. Estes tratamentos são distintos, e os portadores da Síndrome de Phelan-McDermid podem necessitar de todos eles, dependendo de cada caso.

Sugestão de fonte para pesquisa: CASANA (The Childhood Apraxia of Speech Association of North America) http://www.apraxia-kids.org